_5/8/2008
resoluções de natal, de círio, de ano novo, de páscoa, de virada dos 70 anos, de leito de hospital, e porque não de morte? afinal de contas temos que saber o que fazer quando chegarmos do outro lado e sentirmos o doce sabor do mel, o gozo do prazer, venha.
acho que o dia que eu ver alguma descer do céu vou ficar realmente assustado porque eu nunca vi nada realmente grande acontecer, seja pela falta de atenção ou de sensibilidade. meu sonho (todos dizem que não posso chamar de sonho) era ver um avião bater em um prédio, não queria ninguém machucado, nem desabrigado, nem nada, só queria ver o tamanho do impacto. eu passava algum tempo das tardes pré-10-anos-de-idade olhando pro prédio que fica bem diante da janela da sala, alguma coisa tinha que acontecer; a noite eu também fazia isso ficando de olho nas luzes estranhas. uma vez, somente uma vez, eu vi algo diferente pela janela (devo ter gastado, na soma total do tempo, alguns meses debruçado lá), era um estrela cadente. nada mais, nunca na vida, aconteceu.

fica horrível terminar um texto com uma estrela cadente aparecendo, então só pra contrastar... um dia a ana hickmann apareceu na casa do vizinho de trás e as pernas dela terminavam em icoaraci.
_it's 16:03,

_1/14/2008
boa noite,
não quero mais ser pressionado por você. é isso. simplesmente isso.
por aquela briga toda com você eu peço desculpas, meu filho. estresse não é algo que se possa ter controle sobre; é química e sendo química é algo maligno, coisa do diabo mesmo. afinal de contas, todo mundo que usa essas coisas vai para no inferno mesmo.
estou divagando, me perdoe, érr... novamente.
a questão é: você não pode me dizer como agir; tenho 47 anos e você só 13. que nova ordem do mundo é essa? gosto das coisas como estão, tudo bem que estou bebendo mais e gastando dinheiro como um porco (porcos são desgraçados e só viram bacon então resolvi trocar a analogia) alguém que gasta muito mal. você consegue perceber o quanto estou feliz assim?
em outros tempos eu estaria no domingo de noite com a mesma roupa que da noite dormida, com o hálito do almoço e o bigode sujo de molho de tomate (já seco).
às vezes sinto até como se você fosse me deserdar.
ainda quero desvendar quem é mais coitado eu ou nós.


_it's 23:29,

_6/30/2007
eu vi a lua com uma bengala agora a pouco, quer dizer, uma luneta. Não acho possivel que lunetas tenham sido criadas somente pra ver a lua, mas como provavelmente na epoca em que foram criadas nao existia voyerismo entao provavelmente é, ou não. não importa eu coloco acentos nas palavras quando bem entendo se eu tô com preguiça de apertar o shift eu não aperto, simples assim, como uma boa e velha criança mimada. uma criança velha? que nojento um senhora bem pequena e velha parecendo uma criança? que nojento.

américa, isto é um diário. fomos até a rádio ver se cantavamos umas canções. cantamos. reggeae night, arecool, e vinmhetas inesperadas que cortavam a faca como o vento.
américa, estou cansado, por alguns segundos achei que não podia mais rir, tudo parecia da mesma origem porque rir de uma piada duas vezes? o ed. bannatem uma recpeção agradavel, devem morar umas 8000 pessoas lá.

américa, a gente se fala.

p.s.: se eu lamber o chão do atacama é sal normal?


um teléscopio ou uma luneta ou uma bengala

_it's 04:29,

_6/12/2007
já percebi que num funciona contar piada aqui.
eu tava me preparando pra ser uma ameaça, me ajeitando pro meu suicídio acidental, como um vaca que ninguem conhece. então você percebe que está no cola do sucesso, essa metáfora muito muito pesada, e parece que você já esteve aqui.
só vá, vá durante o dia todo.

_it's 00:20,

_5/31/2007
eu queria morrer dormindo, calmo e tranquilo, como meu bisavô; e não gritando desperado como os passageiros do ônibus que ele dirigia.
aqui entra um haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa eterno com fadeout.
_it's 00:50,

_1/7/2007
outro dia, eu querendo provar pra minha namorada que eu já sabia os nomes dos parentes da família dela:
- aquela ali eu já sei que é tia célia.
- brunno, AQUELE é o tio nelson.

isso sim é uma situação engraçada.
_it's 04:53,

_1/5/2007
em alguma época do passado eu me preocupava em desenvolver teorias e depois comprovar tudo.
essa história dos robôs é uma; eu realmente acho que eles podem amar. eu tenho um monte de argumentos e blá, blá, blá
juro que tenho e faz até sentido.

mas o que eu queria dizer é que eu nunca mais quis provar nada. preciso passar mais tempo pensando.
que nem agora, eu podia escrever um a um meus argumentos e começar a escrever uma tese e num sei o que mais...
porém estou sendo pela perspectiva de fuuturo, não consigo fazer nada banal.
por isso cada vez menos eu escrevo.

eu lembro tempo que tinha um época em que eu tentava inventar piadas, eu escrevia no meu blog e ria sozinho.
não é legal envelhecer.
_it's 16:43,

words are flowing out like endless rain into a paper cup, they slither while they pass they slip away...


_brunno vive em belém há 22 anos, é feio, mas tem gente que gosta.
_sou assim
_arquivos mortos